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Quem nunca brincou de “faz de conta” quando criança? Ou quem nunca teve um amigo imaginário? 

Quando crianças nossas mentes são mais abertas e, consequentemente, nossa imaginação mais fértil. Com o passar do tempo, a confusão do “mundo adulto” e as ancoras da “realidade” atam nossa mente. Nós perdemos grande parte de nossas criatividades e capacidade de imaginação. 

O Ato de criar uma entidade mágica remete a nossos tempos de criança. Criar um Servo Astral é como criar um amigo imaginário... com garras (ou outra característica marcante variável com sua função e seu desejo).

A entidade criada é uma Forma-Pensamento consciente de si mesma. É um “elemental artificial”. Um fragmento da imaginação somada a Vontade de seu criador, dotado de vida e consciência própria e encarregado de uma função. 

Esta entidade terá como meta de existência o cumprimento ou desenvolvimento da tarefa designada.  Desta forma, sua vida-útil se encerra junto a tarefa e a entidade deve ser eliminada. 

Manter uma entidade sem objetivo viva é algo realmente perigoso. Ao tomar consciência da ausência de razões para existir ela tentará achar uma por si só – normalmente vampirizar a energia de quem a criou, tornando a vida de seu criador um inferno.

Mas existem exceções. 

Tarefas sem fim, muito longas ou que possuam variação, tal como proteger um local, ou drenar um alvo podem fazer com que a entidade seja mantida por mais tempo, no entanto, se recomenda que a “meia vida” destas nunca ultrapasse 1 ano, ou menos. Por isso, a criação acidental ou involuntária (que ocorre com frequência com o uso errôneo da mesa ouija ou similares) se torna um problema em potencial. 


O nome 'Tulpa' vem das crenças tibetanas. É uma criatura materializada pelo pensamento humano que deve servir ao seu criador. 

Imagine que você tenha um poder de concentração e meditação tão forte que seus pensamentos tomem forma física. Claro. Se as coisas fossem tão fáceis o mundo estaria cheio de Tulpas. Segundo os monges tibetanos existe certa fórmula para isso. Em 1960 uma pesquisadora teve acesso a essas fórmulas. Seu nome é Alexandra David-Neel e ela descreveu sua experiência em seu livro "Magic and Mystery in Tibet". 

Ela explica que existem conseqüências na criação de uma Tulpa. 

Uma Tulpa depois de criado (que pode ter o formato que você desejou) não está totalmente preso a sua vontade. Assim como uma criança obedece a seus pais na infância e depois passa a ter vida própria ao se desenvolver, a Tulpa em pouco tempo passa a demonstrar certos traços de rebeldia. Como lhes faltam conceitos básicos de humanidade, podem se tornar agressivos machucando ou até matando seus criadores. 

Nessa fase a Tulpa pode até ser enviado numa missão e não retornar, seguindo "vida própria". 

Na maioria dos casos a Tulpa desaparece frente a morte de seu criador, ao concluir seu propósito ou até que seu criador dê fim a sua existência, porém, existem relatos de criaturas cujo poder de criação foi tão forte que sobreviveram a isso. 

A existência das Tulpas poderia explicar diversos casos sobrenaturais. O tal Bicho Papão pode ser nada mais nada menos que uma criação mental inconsciente do medo de uma criança frente à escuridão. Percebeu que você passa a se sentir vigiado ao ver ou ler alguma história de terror que realmente te assuste? E se nesse estado você esteja criando uma Tulpa de forma inconsciente e esteja a um passo de materializar seus medos? E se os fantasmas sejam apenas Tulpas incompletas, materializadas pela força do pensamento humano? E se os amigos imaginários das crianças solitárias não sejam Tulpas manifestadas pela vontade de ter alguém para brincar? 

Imagine uma mansão antiga onde crimes foram cometidos. Ela fica abandonada. Os moradores da vizinhança temem o local devido ao seu passado. Então o inconsciente coletivo começa a gerar projetos de Tulpas na mansão. Não são completos... Apenas sugestões. As Tulpas aparecem em relances para alguns poucos coitados que os confundem com fantasmas. O local fica conhecido alimentando a força das mentalizações e o local passa a ser "assombrado". Enquanto alguém estiver acreditando e mentalizando, o local permanecerá sendo um local de manifestação incompleta de Tulpas. 

O escritor H. P. Lovecraft tinha sua própria visão de seres semelhantes a Tulpas. Em seus livros ele descrevia criaturas chamadas de Shoggoths. Para chegar a eles preciso descrever um pouco do misticismo criado por esse autor. Segundo ele, o mundo já foi habitado antes da existência humana por seres alienígenas. Esses seres tinham em seu poder os tais Shoggoths, criaturas amorfas que podiam tomar qualquer forma e servi-los para as tarefas que desejassem. Assim como as Tulpas, os Shoggoths aos poucos começaram a ter rompantes de consciência e por fim acabaram se rebelando contra seus criadores e iniciado uma guerra que dizimou boa parte da sociedade. 

Segundo Lovecraft esses seres habitavam a Terra no lugar onde hoje são os polos terrestres e acreditava que ainda pode haver Shoggoths ou até mesmo antigos alienígenas congelados por lá. 

Um episódio da Série "Supernatural" também aborda a existência das Tulpas. Nele, um fantasma amedronta uma velha casa abandonada numa pequena cidade. O estranho é que o fantasma não pode ser destruído pelos tradicionais métodos que os caçadores usam. Então eles descobrem que é uma Tulpa alimentado por uma lenda urbana num site da internet. Também acham um símbolo tibetano pintado na parede da velha casa... O que explica por que Papai Noel nunca aparece mesmo tendo milhões de crianças pensando nele... Não é preciso apenas pensamento para a manifestação final e sim todo um ritual para que a Tulpa tome forma física. 


COMO CRIAR UMA TULPA


[ATEÇÃO: todo material contido aqui é mera especulação e não se sabe se realmente é algo verídico ou não. Nada do que será descrito a seguir foi testado, portanto, não recomendamos que seja realizado e não nos responsabilizamos pelo que possa acontecer caso seja feito tais procedimentos]

1 - Planejando:

O primeiro passo para criar um ser é pensa-lo antes. Meditação deve ser uma Constante antes de se criar a entidade. 

Deve-se pensar na situação que requer o uso do Servo, numa característica marcante que o servo deva ter, de acordo com sua finalidade dentro do possível problema. 

Criado a “ideia principal” da entidade, comece a pensar sua forma. 

Atacar um inimigo? Garras e presas ou características que lembrem animais ferozes. Ou talvez um guerreiro? Defender uma localidade? Espinhos são ideais. Causar pesadelos? Uma aparência grotesca e ameaçadora. Ajudar um parente doente? Uma que passe a sensação de paz e luz. Questões financeiras? A cor dourada ou prata é bem relevante. 

A sua imaginação é o limite, seja o mais criativo que puder ser. Após pensar na forma final é altamente recomendável desenha-la para torna-la mais tangível. 


2 - Nomeando: 

Escolha um nome que tenha relação direta com a FUNÇÃO da entidade. Não deixe fugir do objetivo final dela. Algo que lembre a ela – e a você – que ela foi criada com um propósito de vida especificado. Não pronuncie este nome em voz alta até o momento do Ritual de Criação. Sigile o nome, mas não carregue o sigilo ainda. Energize-o somente na hora do rito, da maneira que for mais adequada a seus métodos.


3 - O Ritual – Dando vida a Entidade: 

Tendo em mente os resultantes da meditação, o sigilo da entidade e uma Conjuração previamente escrita, prepare o ambiente com incensos que lhe agradem ou combinem com a entidade e velas de cores especificas ao objetivo também. (ex: um servo para ajudar a aproximação a uma pessoa poderia usar incenso de rosas e velas rosas, um servo para assombrar velas negras e Incenso lunar e assim vai…) 

Trace um Circulo mágico da forma que te agradar. Performe um Banimento bom para limpar o ambiente de energias nocivas. Faça uma abertura ao rito, enunciando ao Universo (ou a algum Deus com o qual trabalhe) sua intenção e Vontade. Coloque o desenho do Servo sobre o altar junto ao sigilo. Leia a conjuração previamente escrita, vibrando e visualizando conforme o necessário. Imagine o servo como uma entidade real diante de você, saindo do sonho, se erguendo a seus olhos...

Carregue o sigilo da forma que bem entender, e logo depois passe ele (levemente) sobre os 4 elementos (fumaça do Incenso, respingue gotas de água, passe velozmente sobre o fogo, e em areia/terra/sal). Finalmente, de a ele o elemento do espirito (sangue, saliva, sêmen...). Perceba sua energia em seu corpo, concentre o máximo de energia possível em seu tórax, na área dos pulmões... e então sopre o Ar com sua energia sobre o sigilo. 

Conceda vida a ele através do Sopro. 

Imagine-o diante de você nitidamente. Converse com ele, dê a ele as instruções sobre como, onde e com quem agir especificamente. Marque um Objeto ou o próprio desenho com o Sigilo dele. Esta será a “casa” onde o servo irá repousar quando não estiver cumprindo sua função. 

Encerre o ritual quando o servo se for para seu objetivo ou ir para seu local de repouso. Faça outro banimento e desfaça o circulo. Agora lembre-se que seu servidor deve sempre ser alimentado, todos os dias.


4 - Alimentando: 

Alimentar um servo astral é simples. Dirija-se ao local de repouso dele ou ao sigilo que carrega consigo e o evoque.  

Diante dele, visualize sua energia ser transferida para ele, deixe ele “sugar” sua energia até se dar por satisfeito. 

Outras formas de alimenta-lo é pingar sangue, lágrimas ou sêmen (fluidos energéticos) sobre o sigilo/casa da entidade. 


5 - Entrando em Contato: 

Bem simples. Pode ser feito de duas formas: 

Através de simples meditação ou sonho convocando-o mentalmente através de seu nome e segurando seu sigilo, ou através de perscrutação. 

O segundo método basta ter um espelho negro, bola de cristal, copo de água, fumaça ou outro meio divinatório e diante deste convocar sua entidade até que esta se manifeste. Então passe a ela as ordens especificas de como atuar em determinada situação. 


6 - Destruição: 

Caso a entidade tenha cumprido sua missão, ou esteja ficando problemática, lembre-se que tudo um dia tem um fim. É hora de destruí-la. Não cultive criaturas sem utilidade, pode ser danoso. 

O rito é bem simples. Crie todo ambiente ritualístico novamente, faça os rituais de banimento e limpeza e abertura. Trace teu circulo. Tenha preparado uma “desconjuração”, escrita previamente e deixando claro seu intento de destruir aquilo que criou e possui direito de matar. Leia esta conjuração visualizando bem cada linha. Ao final dela queime o sigilo da entidade, visualize sua energia voltando para você, totalmente drenando a entidade. 

Após isso, esqueça-a. Se possível não fale dela por muito tempo. Caso isso seja inevitável, lembre-se sempre de trata-la como algo verdadeiramente morto, como se um animal de estimação velho e cansado houvesse morrido. 

Jamais torne a chama-la.


Publicado por: Alan da Cruz

7 comentários:

  1. Cheguei aqui através do filme Babadook

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    Respostas
    1. Eu tbm, lendo comentarios sobre o filme acabei achando esse termo ''Tulpa'', parece interessante kkk
      PS: Babadook é um filme incrivel

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    2. Ótimo saber que as referencias os trazem aqui!! temos uma publicação sobre babadook! obrigada por estarem aqui

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