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(Imagem Ilustrativa, fonte: site titania - frederick howard)

Eram duas da tarde de sábado. Eu e Felipe vestimos os equipamentos e pegamos nossa bicicleta, como sempre fazíamos aos fins de semana saindo do centro da cidade até a área rural para fazer trilha. Após várias brincadeiras e algumas quedas por volta das 17:00 horas da tarde resolvemos voltar para casa. 

No percurso de volta resolvemos apostar corrida, mas o desgraçado ainda tinha forças e estava passando de mim ficando muito a frente. Nosso ponto de chegada era um rio ali próximo para podermos encher as garrafas e seguir. Mais à frente se encontrava a trilha até o rio e aquele pedaço possuía muitas pedras no caminho, e numa delas Felipe perdeu o equilíbrio, somado a velocidade em que estava, e caiu. 

Merda. 

Ele gritava de dor e segurava a perna com uma das mãos. O outro braço ele mantinha colado no peito, enquanto se contorcia de dor. Eu o acalmei e pedi para ver melhor o que tinha acontecido. 

- Nossa, cara – eu falei – acho que você quebrou a perna e o pulso. – eu o examinei melhor – não, o pulso parece apenas que torceu. 
- Noss – ele falou segurando a dor com a garganta e tentando não parecer uma criança chorona – nossa, tá doendo pra porra, caralho. 

- A gente tem que ir – falei – já está para anoitecer – e peguei meu celular do bolso – estava sem bateria – Felipe, tenta o seu, o meu tá sem bateria. 

E foi aí que o desespero começou a bater. O celular de Felipe havia quebrado com a queda. Estávamos praticamente no meio do mato anoitecendo, o que iríamos fazer? Peguei Felipe e o apoiei em meu ombro, carregando-o para fora daquela trilha até próximo da estrada de terra, onde havia algumas árvores. O sentei embaixo de uma delas e analisei sua perna com mais atenção. 

Estava roxa e inchada, muito inchada. Por sorte eu tinha alguns analgésicos na mochila, entreguei a Felipe que tomou sem hesitar. Seu pulso parecia ter saído do lugar. 

- Vou colocar seu pulso no lugar novamente – falei. 
- Se é louco cara? – disse Felipe. 

- Largue de ser cagão home, vai aliviar a dor – e num único movimento coloquei seu pulso novamente no lugar, Felipe se contorceu. 
- Pronto? – perguntou. 

- Sim. Agora me espera que vou lá buscar as bicicletas e sua mochila. 

Sentei ao seu lado. 

- E agora irmão? O que vamos fazer. 
- Esperar. – falei. 

- Cara, você sabe que nesta estrada é muito difícil de passar alguém. 
- Não temos outra escolha, teremos de esperar – mal terminei a frase e o tempo estava a piorar novamente, começando a chuviscar – ou eu posso te deixar aqui e voltar sozinho, trazendo ajuda depois. 

Eu fucei a mochila. 

- Sem lanternas? 
- Eu não trouxe nenhuma – retrucou Felipe. – Ah, só a da bicicleta. 

Peguei a lanterna da bicicleta de Felipe. 

- Não. Estragou na queda também – eu disse. 
- E agora? 

- Agora fodeu. Se eu for, ou vou sem lanterna ou você fica aqui sem lanterna. – e a chuva começa a cair. 
- Tomar no cú, tinha que chover justo agora – falou enquanto ainda gemia de dor. 

Naquele momento eu paralisei, enquanto analisava a situação e tentava achar a melhor solução. 

- Não vai ter jeito. – ele me observou – vou ficar aqui contigo. Tenho certeza que alguém vem atrás de nós. 

Puxei de dentro da mochila uma capa de chuva que, por sorte do destino, havia colocado pouco antes de sair. Estendi por cima de Felipe que já estava abatido com a dor. Eu estava todo encharcado e com frio e Felipe já havia dormido de dor, mas por sorte a chuva havia parado. Estava um breu só. O tempo fechado impedia a luz da lua e das estrelas, não se podia ver mais que cinco a dez metros a sua frente quando notei uma luz. 

Me levantei e fui para a estrada, observando melhor. A luz estava muito a minha frente, era um único farol. Pensei que poderia ser uma moto mas, de repente, a luz subiu em direção ao céu e desapareceu. 

- Mas que porra? – lembro-me de ter pensado em voz alta. 

Voltei até Felipe que ainda dormia. Iluminei sua perna com a lanterna, parecia mais inchada ainda. Me sentei novamente e fiquei observando, esperando que alguém passasse por aquela estrada. E esperei... esperei... esperei... 

Até que fui acordado por um clarão. 

Eu havia pego no sono, e algo se aproximava da estrada. Ainda sonolento e tonto, levantei e fui em direção, só percebendo instantes depois que aquela luz não vinha da estrada, mas sim de alguma coisa que estava descendo do céu, mais a frente, do outro lado da estrada, em meio às árvores e matagal. 

Fiquei abismado com aquilo e me entreguei a curiosidade, atravessando a estrada. Liguei a lanterna e dei uma olhada para trás, conferindo Felipe ainda dormindo. Eu entraria por entre as árvores e matagal a minha frente, mas não foi preciso, duas silhuetas femininas surgiram em meio a escuridão, através de todos aqueles galhos. 

Eu estava surpreso. 

- O que... quem são vocês? – perguntei mirando a lanterna naquela direção. Ainda não conseguia ver direito, mas assim que as duas atravessaram por completo o matagal e entraram em cheio no foco de luz da lanterna pude perceber. 

Duas mulheres totalmente nuas! 

Olhei melhor para ambas. 

Duas mulheres totalmente nuas, da pele em tom azul turquesa, com um par de anteninhas na testa e o que pareciam ser asas de borboleta nas costas. A duas foram se aproximando de mim, e eu, espontaneamente, recuando. 

- Calma docinho... está tudo bem – uma das mulheres falou. Eu parei. Olhei para trás e Felipe continuava a dormir. Minha vontade era gritar para ele acordar e ver o que eu estava vendo, mas por algum motivo não o fiz. 
- Quem são vocês? – perguntei – ou melhor, o que são vocês? – complementei. 

- Eu e Maia? – respondeu a outra mulher – Nós somos mulheres! 

Eu continuei a olhá-la, estranhado, enquanto as duas sorriam. 

- Ué... – disse a garota da direita – mulheres não existem neste planeta? 
- Ah, isso é impossível irmã, se existe um macho tem de haver uma fêmea – retrucou Maia. 

- Espera! – eu disse em voz alta – o que diabos são vocês? 
- Venha, vou te mostrar – falou Maia, voltando por onde veio e pedindo que eu a acompanhasse. A outra garota ficou parada ali. 

- A outra garota não vem? – perguntei, mas Maia não respondeu e continuou a andar. Adentramos a mata e logo encontramos a fonte da luz a qual eu vi na estrada. Era uma esfera com cerca de 15 metros de diâmetro - o que é isso? – perguntei. 
- Este é o nosso automóvel. 

- Uma esfera metálica? 
- Não, uma nave espacial. É assim que vocês chamam aqui, não é? 

A garota fez algum tipo de som e suas antenas brilharam de forma fluorescente em tom azul claro, no mesmo instante uma porta se abriu na esfera, formando uma escada e revelando um pouco do interior. Realmente era uma nave. 

- Entre – disse a garota alienígena. 
- Não, eu não posso. Meu amigo se machucou e eu tenho que voltar até ele por – ela me interrompeu. 

- Fique tranquilo, Lira está com ele. – então Lira é o nome da outra garota, pensei – agora vamos entrar, você parece estar com frio – ela fez a frente e eu a acompanhei. 

Entramos dentro da esfera, era um pequeno corredor, como se fosse um compartimento. Assim que estávamos os dois lá dentro, a porta atrás de nós se fechou. Estávamos agora num pequeno cubículo, até que ela se virou, agarrou minha camisa pela cintura e puxou. 

- Ei... - falei quando com uma puxada tirou minha camisa. 
- Você tem que tirar essas coisas que vocês colocam por cima da pele - disse Maia. 

- Aqui? Porquê? - perguntei meio envergonhado e também excitado, afinal, agora dentro deste compartimento, iluminados por uma fraca luz branca, o corpo dessa garota reluzia o azul, evidenciando o volume de seus peitos, a espessura de suas coxas, sua bela cintura e até mesmo o lindo sorriso. 
- Pra que eu possa te esquentar e me conectar a você. 

- Conectar? - perguntei, mas ela não me respondeu. Ela acionou alguma coisa na parede que fez uma porta lateral a esquerda se abrir. Era uma sala imensa, que parecia ocupar a metade esquerda da esfera, pois tinha forma de meia lua. No centro da sala havia algo que lembra muito uma cama, de uma forma retangular ovalada, num material que lembra uma borracha branca, mas numa cor polida, tipo quartzo branco. Mais a frente havia uma poltrona e um imenso painel. Provavelmente era de lá que ela controlava a nave. 

Entramos. Novamente a porta se fechou a minhas costas. 

- Venha - ela disse toda excitada correndo em direção ao que parecia ser sua cama e se deitou de barriga para baixo, deixando seu bumbum empinado e suas asas para cima, que ficavam se abrindo e fechando. 

No mesmo instante meu sangue ferveu e desceu todo lá para baixo. Eu estava duro, mas ainda parado, incrédulo com o que estava acontecendo. Ela se ajeitou, virando-se e olhou para mim. 

- Você está tenso, eu posso aliviar isso. Venha... - seu rosto passou a exibir uma expressão de excitação, sensualidade e desejo. Eu me aproximei dela e, sem cerimônia, me lascou um beijo que elevou completamente a minha vontade. Eu apalpava seu bumbum enquanto a beijava, sentindo seus seios fartos pressionados contra meu peito e o calor de seu corpo sendo compartilhado com o meu. 

Eu continuei a beijá-la intensamente, apertando cada uma de suas nádegas com uma das mãos e as abrindo, passando os dedos em sua vulva e também em seu ânus, que contraiu ao sentir o meu toque. Ela se sentou na cama e, num puxão, estourou o botão e o zíper da minha calça, puxando loucamente meu membro para fora e lambendo-o com muita vontade, colocando-o e tirando-o de dentro da boca. 

E ela o fazia muito bem, me deixando cada vez mais excitado e louco para possuí-la. Depois de alguns minutos, não pude me conter, tirei por completo minhas calças, peguei Maia e a coloquei de quatro, enfiando minha cara em seu traseiro, lambendo com muita vontade sua vulva, enquanto ela suspirava e gemia com prazer. Suas asas batiam conforme seu corpo se contorcia com minha língua circulando seus grandes e pequenos lábios. 

Eu chupei, chupei e lambi, deixei toda encharcada e então me ajeitei, pronto para penetrá-la, e assim o fiz. Era tão apertada e extremamente quente por dentro. Neste mesmo instante o calor de seu corpo irradiou através do meu, uma sensação de prazer nunca experimentada por mim antes tomou todo meu corpo. Aquilo era mil vezes mais prazeroso que com uma mulher normal e só melhorava a cada minuto. Comecei levemente, e conforme sentia o prazer que Maia emanava e se entregava, aumentava a velocidade e a força. 

Ela começou a gemer alto e a emitir algum outro tipo de som, não sei como, mas que me deixava em transe, me hipnotizando, fazendo-me querer ir cada vez mais e mais fundo, me fazendo querer gozar forte dentro dela. Mas mais uma vez fiquei surpreendido quando, se contorcendo em prazer, sua pele começou a brilhar, aumentando e diminuindo a intensidade. 

Eu fui forte, profundo, e cada vez mais rápido. Eu estava quase lá... e então ela se ajeita e se vira. Meu membro sai de dentro dela, ela me puxa e me joga na cama, subindo em cima de mim, pegando nele e o encaixando dentro de si. Ela começa a cavalgar e se reclina. 

- Agora você pode vir com tudo - ela disse, quase sussurrando em meu ouvido, e começou a se mexer de um jeito gostoso comigo dentro de si. 
- Ah... eu vou gozar - exclamei, e ela começou a cavalgar mais forte, e mais forte, e me beijou. Um beijo de língua intenso, e eu gozei enquanto continuava a beijá-la. Mas foi logo na sequência que pude ver a enrascada em que me meti. Ela pressionou as mãos contra meu peito enquanto eu ainda pulsava dentro de seu interior, jogando para dentro todo o gozo resultado do prazer a dois, e agarrou meu pescoço. Neste instante senti sua língua crescer em minha boca e se esticou, descendo por minha garganta, me engasgando. 

Eu me desesperei. Meu corpo estava exausto e ainda se contraindo com o orgasmo. Eu agarrei suas mãos que me pressionavam e foram em direção ao meu pescoço e tentei livrá-las de mim, mas a criatura era mais forte que eu. Tentei me contorcer, mas ela me mantinha preso pela cintura, por entre suas pernas, e ainda conectado a ela. Eu podia senti-la me pressionando, impedindo que com meus movimentos saísse de dentro dela. 

Pude sentir sua língua áspera raspando em minha garganta e mexendo em meu esôfago - O que diabos aquilo estava fazendo comigo? - eu me debatia e tentava me livrar das garras daquele ser, que agora havia aberto suas asas e, incrivelmente, havia triplicado o tamanho. Suas asas tinham uma coloração azulada com verde, amarelo, marrom e branco, e lembrava muito um par de olhos amedrontador. 

Foi então que percebi. Eu era a presa, e ela a caçadora. Eu estava prestes a morrer quando senti sua língua começar a me sugar por dentro e, como uma última tentativa de fuga, com minha última carga de energia, livrei completamente um braço e desferi um golpe contra ela, encaixando minha mão no queixo da garota que voou para trás, livrando meu corpo e meu pênis, e caiu no chão. Me virei no mesmo instante e me levantei, peguei somente a cueca e me vesti rápido, notando a criatura caída no chão desacordada, e com mais de um metro de língua para fora. 

Corri em direção aquela porta que havia se fechado na sala logo que entramos e bati em todos os cantos dela, procurando uma maçaneta, um interruptor, qualquer coisa que a abrisse e, por sorte, ela abriu e eu voltei para o cubículo da entrada. Procurei em frente aquela porta novamente algo que pudesse a abrir e, hoje eu vejo, realmente não era para eu morrer aquele dia, pois aquela porta também se abriu e eu saltei em meio a escuridão, correndo na mesma direção por qual havia entrado, chegando a estrada e atravessando na direção onde Felipe estava. 

Mas ele não estava mais lá. 

Naquele instante eu entendi. Duas garotas, uma sala em formato de meia lua... O outro lado da nave! Certamente havia outro lado na nave, e provavelmente seria o local de onde Lira a pilotava. Felipe com certeza estaria lá, correndo o mesmo perigo que eu, talvez até passando pelo mesmo que eu passei. 

Peguei do chão um pedaço de madeira e voltei em direção a nave, mas era tarde. Ela estava fora do chão e, em questão de segundo, subiu aos céus e desapareceu. 

Eu voltei a pé, sozinho e de cueca para casa naquela mesma madrugada e Felipe nunca mais foi visto.

Escrito por: Alan Cruz

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